quinta-feira, novembro 23, 2006

coisas parvas


Há dias em que é difícil resistir às tentações do lobo mau capitalista. Hoje num exercício puramente estético arranquei de mim um pensamento fútil, sem pensar em comércios justos, nem na ditadura das multinacionais que exploram a mão de obra do hemisfério Sul e da Ásia sobrepovoada: gosto dos trapinhos do Alexander McQueen, da Stella McCartney e da Vivianne Westwood ...


...que me perdoe São Trotsky!...









alexander mcqueen_fallwinter_2007

6 comentários:

Unknown disse...

Uns dias de "Material Girl" ficam sempre bem! Alimenta o ego e faz esquecer as preocupacoes.
;)

ana marta disse...

pois é amigo! aí nesse pólo norte é que deve haver coisas bem giras ;) ainda bem que eu vivo no terceiro mundo e temos que andar todos de tanga. assim poupamos dinheiro em trapos eheh!

a rena tem sido boa companhia em horário laboral!
Vê l+á se o Sta Claus não te despede... :)
hugs and kisses

Caty disse...

Ai que todas somos pecadoras. Algumas de nós não o admitem mas nascemos com um estranho karma. Claro que a "hormonologia" nos dá alturas e alturas ao longo do mês. Alexander McQueen dá-me para derreter. Mas lá está ... pelo menos está tudo na minha cabeça e de lá não sairá. A minha carteira é senhora de parcas posses. E além disso ... desconfio que metade dos trapinhos não me assentariam bem na anca. Essa malfadada herdei-a da minha mãe.

miguel. disse...

devo dizer que até gostava de ter visto o Karl Marx com uns ténis Paul Smith... ;)

Zé Miguel disse...

A não ser para os morenistas, onde a questão dos estilos de vida é central para a identidade do militante e onde continua a ser um eixo diferenciador em relação a tendências mandelistas, acusadas com frequência de "existencialismo" (entenda-se por isto preocupações que têm não têm o colectivo como eixo central) encapotado, as relações com as artes em geral nunca foram discutidas como se fossem um pecado. Talvez o sistema da moda seja um pouco diferente. A presença de coisas belas é importante na vida de qualquer pessoa, mas quando queremos estamos envolvidos num movimento de transformação social, as questões "puramente estéticas" revelam-se-nos como simultâneamente políticas.
Confundir a moralidade do marxismo com a moralidade cristã leva-nos a penitenciarmo-nos por gostarmos de coisas belas. (Lembras-te do João Amaral, o deputado do PC, que vestia umas belas farpelas e que, por isso, não escapava à crítica dos moralistas do PC).
Cá para mim "Gostá dji coisa bonita num é pecado, não"

franksy! disse...

não há pecados quando se trata do gosto!