domingo, dezembro 10, 2006

days...

não me lembro. sei que o vergílio ferreira tem as palavras certas para esta hora. sei que dizia que as palavras coaguavam-lhe em pedra para as palavras ditas ao vento.
sei que estou sozinha. sei que me sinto "indefinida como a água", como dizia a sophia.
e preciso de mais. porque eu sou mais.
e estou assim, sem nada.

"dúvido que alguma vez me visite a felicidade".

terça-feira, dezembro 05, 2006

candy candy I can't let you go!

domingo, novembro 26, 2006

m.a.y.a.e.w.k.

If you really love me then let's make a vow, right here, together, right now. ok? ok. alright. repeat after me: i'm gonna be free, and i'm gonna be brave -good- i'm gonna live each day as if it were my last -oh it's gonna be like that, yes- fantastically, courageously, with grace. and in the dark of the night -and it does get dark- when i call a name, it'll be your name -what's your name? nevermind, let's go- let's go everywhere, even though we're scared. cause it's life and it's happening -oh, it's really happening... right now.


sobre o tejo um apito

cesariny e o retrato rotativo de genet em lisboa

ao lusco-fusco mário
quando a branca égua flutua ali ao príncipe real
as bichas visitam-nos com suas cabeças ocas
em formas de pêndulo abrem as bocas para mostrar
restos de esperma viperino debaixo das línguas
e com o dedo esticado acusam-nos de traição

sabemos que estamos vivos ou condenados a este corpo
cela provisória do riso onde leonores e chulos
trocam cíclicos olhares de tesão e
ficamos assim parados
sem tempo
o desejo diluindo-se no escuro à espera
que um qualquer varredor da alba anuncie
o funcionamento da forca para a última erecção

lá fora mário
longe da memória lisboa ressoa esquecendo
quem perdeu o barco das duas ou se aquele que caminha
será atropelado ao amanhecer ou se o soldado
que falhou o degrau do eléctrico para a ajuda fode
ou ajuda ou não ajuda e se lisboa num vão de escadas
é isto

tão triste mário sobre o tejo um apito

al berto, a vida secreta das imagens


"ama como a estrada começa." m.cesariny

Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão,
a vê-lo correr
da imaginação...

A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.

Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino.

E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino.

_________________________


Quero voar
-mas saem da lama
garras de chão
que me prendem os tornozelos.

Quero morrer
-mas descem das nuvens
braços de angústia
que me seguram pelos cabelos.

E assim suspenso
no clamor da tempestade
como um saco de problemas
-tapo os olhos com as lágrimas
para não ver as algemas...

(Mas qualquer balouçar ao vento me parece Liberdade.)



josé gomes ferreira

sexta-feira, novembro 24, 2006















O meu hemisfério
direito fica desde hoje condenado ao
silêncio. ad eternum.

a propósito de ontem

louise bourgeois por robert mapplethorpe.

quinta-feira, novembro 23, 2006

coisas parvas


Há dias em que é difícil resistir às tentações do lobo mau capitalista. Hoje num exercício puramente estético arranquei de mim um pensamento fútil, sem pensar em comércios justos, nem na ditadura das multinacionais que exploram a mão de obra do hemisfério Sul e da Ásia sobrepovoada: gosto dos trapinhos do Alexander McQueen, da Stella McCartney e da Vivianne Westwood ...


...que me perdoe São Trotsky!...









alexander mcqueen_fallwinter_2007

quarta-feira, novembro 22, 2006

Epístola para Dédalo



Porque deste a teu filho asas de plumagem e cera
se o sol todo-poderoso no alto as desfaria?
Não me ouviu, de tão longe, porém pensei que disse:
todos os filhos são Ícaros que vão morrer no mar.
Depois regressam, pródigos, ao amor entre o sangue
dos que eram e dos que são agora, filhos dos filhos.

Epístolas e Memorandos_Fiama Hasse Pais Brandão


Ó mãe, vem-me buscar. Tira-me deste lugar e deita-me no teu colo. Afasta estas nuvens cinzentas de mim e pousa a minha cabeça no teu ventre... que eu quero voltar à meninice. Mãe...

segunda-feira, novembro 20, 2006

vinte do onze


Há o silêncio de um dia novo. E a vontade do correr da água.
...
Detrás da porta branca espreitam tempos novos,
e deixarei de carregar a minha vida pelas estradas.
...

Manhãs brancas em que não corro para encontrar a tua boca.

terça-feira, novembro 07, 2006

Há dias em que o medo acompanha cada gesto... e dias em que o coração se une aos pulmões e uma certa mão invisível se ocupa de os apertar. E respirar torna-se um exercício que requer alguma concentração.
Há dias em que tudo se põe em causa, dias em que nada faz sentido, dias em que a vida parece um novelo desfeito e se resume a um amontoado de linhas. Há dias em que o Sol até brilha e os pássaros até cantam, mas há dias em que tudo isso de nada serve.
E esses dias estão cheios de horas, minutos, segundos. Todos eles confusos. Há horas que custam a passar, minutos de desespero e segundos em que deixariamos tudo por um nada incerto... tempos em que a vontade de partir é maior que tudo.
Há tempos de procura. Necessidade de um encontro. Revisitar-nos como quem procura um parente distante, a saudade de vermos o que foi feito de nós. O que foi do nosso corpo, do tempo em que o rir era um impulso, como repirar. Do tempo em que a inocência nos marcava as linhas do rosto e em que corriamos até deixar as pernas trémulas, sem força. O tempo em que as gargalhadas eram a banda sonora dos dias e todos os dias tinham Sol.
As horas passaram. E não nos ensinaram que o Sol não brilha todos os dias. Ninguém nos disse que estamos sós. Na Cartilha Maternal isso não vem escrito, nem nos compêndios e tratados que nos dão a ler ao longo do tempo. Formamos a nossa lucidez por conta própria. E toda a dor que dela advir será da nossa total responsabilidade.
Há dias em que a nitidez do mundo nos fere como lâminas. E ninguém nos ensina a proteger-nos delas.

quinta-feira, novembro 02, 2006

If i should die this very moment I wouldn't fear for I've never known completeness like being here. Wrapped in the warmth of you, loving every breath of you. Still my heart this moment or it might burst.

[could we stay right here 'til the end of time, 'til the earth stops turning wanna love you 'til the seas run dry. I've found the one I've waited for]

All this time I've loved you and never known your face, all this time I've missed you and searched this human race. Here is true peace. Here my heart knows calm, safe in your soul, bathed in your sighs.

gorecki, Lamb - Lamb/1997

quinta-feira, outubro 26, 2006

quarta-feira, outubro 25, 2006

Nan Goldin
Simon and Jessica in the shower, 2001
(CAV. Coimbra)

O verbo no infinito

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer tudo ao vir um novo amor

E viver esse amor até morrer

E ir conjugar o verbo no infinito. . .

Vinicios de Morais
in Livro de Sonetos

terça-feira, outubro 24, 2006

(uma louvável iniciativa Eixo do Mal / Inimigo Público)

Decida Você mesmo quem fez disto uma choldra

Tais toi!

In the mood for love

Fa yeung nin wa, Wong Kar Way (2000)

My biggest fear is if I let you go
You'll come and get me in my sleep...

Mark Sandman,The Saddest Song, Good-1991

segunda-feira, outubro 23, 2006

Agustina ao Sol

«...falar de casamento entre pessoas do mesmo sexo é distorcer o seu sentido (...) Ao longo da vida conheci homossexuais brilhantes a nível intelectual que não eram capazes de encarar o casamento. Uma coisa são os homossexuais, outra são os maricas (...) Os maricas querem todas essas prerrogativas, como o casamento. Os homossexuais não... Todos devem ter os mesmos direitos, mas para isso não é preciso falar de casamento»... em Os tempos que correm.
A Agustina veio à cidade e trouxe com ela os "sábios" ensinamentos da província. E o pior de tudo é o facto de ter insistido em partilhá-los com o mundo...
Pouco me surpreende de uma mulher que sempre julguei politicamente conservadora.
Pena é que um nome grande da nossa literatura mostre ao público a pequenez do seu pensar... a democracia tem destas coisas, ouve-se o que se quer e o que não.
(A jeito de desabafo: quer-me parecer que o grande problema desta Oriental Praia Lusitana são as "províncias" que existem nas cabeças de cada um de nós. O conservadorismo e o provincianismo bacoco tão típico do nosso país não tem origem em Trás-os-Montes nem na Beira Interior, nem no meio do Alentejo ou da Serra Algarvia. Nasce nas cabeças daqueles que não querem mudar nem aceitam a diferença como qualquer coisa de natural. As maiores "províncias" existem no meio Lisboa, no meio do Porto ou de qualquer outra ciadade média deste país. Vivem camufladas no meio de pretenciosismos cosmopolitas a cheirar a teorias "pantufeiras" pós-modernas de levar por casa, e muitas vezes ganham raízes no meio daqueles que estão na posse dos meios para empurrar para a frente este barco encalhado que é o nosso país. Enfim, é o país que temos...)

Obrigada

To Ramona, Bob Dylan



Ramona, come closer,
Shut softly your watery eyes.
The pangs of your sadness
Shall pass as your senses will rise...


The flowers of the city
Though breathlike, get deathlike at times.

And there's no use in tryin'
T' deal with the dyin',
Though I cannot explain that in lines.

Your cracked country lips,
I still wish to kiss,
As to be under the touch of your skin.
Your magnetic movements
Still capture the minutes I'm in.
But it grieves my heart, love,
To see you tryin' to be a part of
A world that just don't exist.

It's all just a dream, babe,
A vacuum, a scheme, babe,
That sucks you into feelin' like this.


I can see that your head
Has been twisted and fed
By worthless foam from the mouth.
I can tell you are torn
Between stayin' and returnin'
On back to the South.
You've been fooled into thinking
That the finishin' end is at hand.

Yet there's no one to beat you,
No one t' defeat you,
'Cept the thoughts of yourself feeling bad.

I've heard you say many times
That you're better 'n no one
And no one is better 'n you.
If you really believe that,
You know you got
Nothing to win and nothing to lose.
From fixtures and forces and friends,
Your sorrow does stem,
That hype you and type you,
Making you feel
That you must be exactly like them.


I'd forever talk to you,
But soon my words,
They would turn into a meaningless ring.
For deep in my heart
I know there is no help I can bring.
Everything passes,
Everything changes,
Just do what you think you should do.

And someday maybe,
Who knows, baby,
I'll come and be cryin' to you.


...

Ao meu pai. Por sê-lo, obrigada...

sábado, outubro 21, 2006

esta noite...






stay together...







... a recordar o que o ouvido pedia noutros tempos.

# da música

John Wayne Gacy, Jr diz:

os gajos da pop vão sempre bem com as meninas mellow

John Wayne Gacy, Jr diz:

é como que um mecanismo de compensação

Strangeways here we come! diz:

interessante teoria...


quinta-feira, outubro 19, 2006




A ouvir a transmissão que assinala os quatro anos de Vidro Azul, aqui, em podcast.
Etérea... sem palavras, como sempre.
Parabéns Ri.Ma.

do empréstimo

-Já agora, como é que acabaram essas duas "pessoas" que se entendiam tão bem?
- Como acabam todas as grandes paixões, por um mal entendido. Todos os amantes receiam uma traição, não se explicam por orgulho e zangam-se por teimosia.
- E, muitas vezes, nos melhores momentos, quanto teria bastado um simples olhar, uma exclamação!...

Balzac in Uma Paixão no Deserto
Há tempos passados que me visitam. E nunca os vi nem sequer são meus.
Desses tempos nasceram fantasmas. Agora vivem em minha casa, comigo.
E se me acompanham é porque não é certo o presente nem eu sei dizer-lhes que vão.
As minhas armas não sabem fazê-los partir nem me foi dado o antídoto para este mal de sombras.
Sobra-me a espera.

Hoje

Hoje vai a votos na Assembleia da República a proposta socialista de convocação de novo referendo sobre a despenalização do aborto (até às dez semanas) em Portugal.
Com os votos a favor do PS, PSD e BE, a abstenção do CDS-PP e os votos contra do PCP e do partido Os Verdes, parece que é desta que o país será novamente consultado sobre este assunto, que há já muito devia estar resolvido.
Acho contudo que a alteração à lei do aborto não deve ser feita através de referendo. E é aí que me ponho ao lado do PCP.
Parece-me que a lei deve ser introduzida por via parlamentar e não por via referendária, adiando por mais uns meses um problema da saúde pública que o Eng.º Sócrates utilizou como bandeira para a campanha Socialista nas últimas legislativas e que só agora parece andar para a frente.
Sabem, aqueles que lutam pelo fim da criminalização do aborto, que do último referendo sobre a Interrupção Voluntária de Gravidez (IVG) não são boas as memórias. Nem dos feitos nem da campanha do PS que, na altura comandado pelo Dr. Guterres - bom católico, que fez campanha pela não despenalização- em muito ajudou à vitória do não. Ou melhor, à derrota do Sim.
Este é um problema que não deve ir a votos nem ser alvo de campanhas pró ou contra.
É de um atraso atroz que assim seja e revela a pequenez do nosso povo.
Num país em que pouco se investe em Educação Sexual, onde a Igreja ainda manda muito e onde milhares de cabeças ainda são infectadas pela doutrina arcaica da Santa Sé, as mulheres não têm liberdade para "dirigir" o seu próprio corpo. São vistas como criminosas, têm que carregar com o peso da ilegalidade e da clandestinidade do acto quando são expostas a um acto que já por si as violenta.
A mulher não deve ser julgada por ninguém e muito menos por qualquer instituição do Estado pelo simples facto de ter tomado uma opção que só a ela diz respeito.
Ninguém aborta por prazer (nem como a Dr. Zita Seabra escreve hoje no público-num artigo ridículo, mais ainda quando sabemos qual a postura da mesma face ao aborto aquando dos anos em que pertencia ao Comité Central do PCP- por não lhe agradar o sexo do nascituro).
Aquilo que o Estado deve então providenciar é uma lei inclusiva. Isto é, quem é contra a IVG continuará a sê-lo (como lei ou sem lei) e nunca optará pelo aborto. Quem é a favor e precisar de recorrer a este meio deverá ter do Estado as condições necessárias para garantir que o processo não causa mutilações ou danos físicos à mulher que praticou o aborto, além de que passará a ser acessível a todas as mulheres.
A lei vigente é hipócrita e classista, fazendo com que as mulheres com menos recursos económicos tenham que recorrer aos processos mais penosos (e que deixam mazelas psicológicas) para abortar, enquanto que aquelas com mais recursos podem sempre ir a Espanha ou a Inglaterra para resolver o problema sem pôr em risco a sua integridade física.
O recurso ao aborto é uma prática constante e real, tanto no nosso país como no resto do mundo. Resta-nos tentar minimizar as mazelas de quem a ele recorre, sem julgar, sem moralismos, com condições e respeito pela liberdade da escolha.
Uma vez ouvi dizer que se os homens abortassem o aborto nunca teria sido ilegal.
Vejamos se é desta.
A ler mais aqui, aqui, aqui e aqui: www.womenonwaves.org
The Bridal Ballad

The ring is on my hand,
And the wreath is on my brow;
Satin and jewels grand
Are all at my command,
And I am happy now.

And my lord he loves me well;
But, when first he breathed his vow,
I felt my bosom swell
-For the words rang as a knell,
And the voice seemed his who fell
In the battle down the dell,
And who is happy now.

But he spoke to re-assure me,
And he kissed my pallid brow,
While a reverie came o'er me,
And to the church-yard bore me,
And I sighed to him before me,
Thinking him dead D'Elormie,
"Oh, I am happy now!"

And thus the words were spoken,
And this the plighted vow,
And, though my faith be broken,
And, though my heart be broken,
Here is a ring, as token
That I am happy now!

Would God I could awaken!
For I dream I know not how!
And my soul is sorely shaken
Lest an evil step be taken,
-Lest the dead who is forsaken
May not be happy now.
E.A.Poe. The Raven and Other Poems

terça-feira, outubro 17, 2006

quinta-feira, outubro 12, 2006

quarta-feira, outubro 11, 2006

Do Juramento para aqui, a ver- ISTO ...
e, pelos vistos há Festival para Gente Sentada ... que chegue Novembro!
A Esquire nomeou-a como The Sexiest woman alive .




Mesmo assim acho díficil alguém superar a Lauren Bacall.



terça-feira, outubro 10, 2006

Nick Cave - The Ship Song

time went by, but new good things happened.

num dos passeios habituais para a escuta
semanal do vidro azul...
















segunda-feira, outubro 09, 2006

Constatação

De facto quer-me parecer que a blogosfera tende a assemelhar-se a uma discoteca de engate... com direito a bate couro mas tudo mais sofisticado.
De repente todos somos sensíveis e gostamos dos clichêts todos da literatura, da música, do mundo...

De repente acordei e a Humanidade está cheia de seguidores da teoria schopenhaueriana, somos todos neoplatónicos sem nunca termos lido Poe.

Simplicidade, como a que Goethe "apregoava"... como a das flores do campo. Isso nada.

Ou é que já ninguém se lembra que o silêncio, as flores, as formigas e o ar a trespassar os cabelos têm muito mais magia do que falar sobre resumos de livros que um dia, por sugestão de alguém, fizemos ao ler a contracapa do mesmo, na esperança de ter assunto para impressionar parvos e pobres de espírito...

bem, adiante... ele há dias assim.

O número 3.

Menos cabalístico que o número sete, o número três transmite-me a sensação de instabilidade, como uma mesa com uma perna partida (quais três isótopos do urânio).

...

Estou farta dos outros que insistem em pôr-me a par das suas vidas desinteressantes; estou farta das galinhas e do galinheiro, de pessoas "pequeninas", das fulaninhas e fulaninhos que respiram ... de gente que pouco mais tenta aportar a este mundo do que a sua pobre existência física.



Poema em linha reta


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

[...]

Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

(Álvaro de Campos)
De volta, de novo...

quinta-feira, outubro 05, 2006

The Jesus and Mary Chain - Sometimes Always 1994

domingo, outubro 01, 2006

A noite abre meus olhos

Caminhei sempre para ti sobre o mar encrespado
na constelação de onde os tremoceiros estendem
rondas de aço e charcos
no seu extremo azulado

Ferrugens cintilam no mundo,
atravessei a corrente
unicamente às escuras
construí minha casa na duração
de obscuras línguas de fogo, de lianas, de líquenes

A aurora para a qual todos se voltam
leva meu barco da porta entreaberta

o amor é uma noite a que se chega só

josé tolentino mendonça














roy liechtenstein_seaescape

In the morning...

Certamente, um dos melhores discos de 2006, o último trabalho dos Yo La Tengo, muito próximo do registo do álbum "And then nothing turn itself upside down" (2000, Matador Records) ...


A ler sobre o álbum: aqui e aqui.



a ouvir em loop...

sábado, setembro 30, 2006

Naquela noite concluiram que boçal era o adjectivo que vestia como se fosse a sua própria pele.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Eu vou!

26/10...

Shawn, volta que estás perdoado.



Corria, se não me falha a memória, o ano de 1999, aka o ano em que vi o pior concerto da minha vida.

Quem conseguiu tal proeza? Não, não foram os Happy Mondays. Mas, se bem me lembro, o único concerto que vi dos irmãos Ryder (suponho que em 1999, na Zambujeira do Mar) foi, de facto, como que uma faca a espetar de fininho no meu coraçãozito teenager.
Mau, muito mau é verdade. Nada que no fundo eu já não esperásse tendo em conta o avançado estado de decomposição da banda e dos respectivos membros. Apesar de tudo foi o culminar de uns anos de espera para poder ver uma das minhas bandas preferidas. Logo, o momento conseguiu ter a sua grandeza.
Mas, voltando ao assunto primordial deste flashback sonoro e visual que me abalrroou o pensamento esta manhã, tenho a dizer que os Arab Strap foram, para mim a pior banda alguma vez vista ao vivo. No mesmo malfadado ano de 1999 vi-os 2 vezes, e cada uma pior que a outra: uma na dita Zambujeira e, em Novembro desse ano, no Coliseu do Porto a abrir os Tindersticks que lançavam o Simple Pleasures.
Não há palavras. No primeiro concerto, a piela do Sr. Moffat era tal que mal se lhe entendia aquilo que lhe saía pela boca, supostamente frases compostas com palavras concretas.
Na segunda vez, ouvi alguém dizer nos corredores do Coliseu - " Fogo, eu nem entro. Esse gajo é uma seca!".
Tive pena dos artistas, solidarizei-me com a causa e entrei para lhes dar uma segunda oportunidade, nem que fosse porque tinha mesmo que esperar pelos Tindersticks. Erro.
O tédio comia os corpinhos daqueles meninos que tentavam manter-se de pé no concerto, quase fazendo um favor à assistência.
Eu até lhes achava graça, aos discos e às musiquinhas "ai-triste-sina-a-minha". Mas, ao vivo... não recomendo de todo.
Antes Manchester a Glasgow (com excepção para o b&Ss e para os Camera Osbcura).
E volta Shawn* que estás perdoado!
*S.Ryder- vocalista dos Happy Mondays

quarta-feira, setembro 27, 2006

"e lembro-me muito bem do teu riso. há coisas que nunca se apagam da memoria, e se há coisa que me lembro mais vezes quando me sinto só é dos vossos risos."
O tempo, apenas uma unidade de medida. Insisto na ideia desde há muito. Assim desvio a hipótese de funestos efeitos desse mesmo tempo sobre a linha que é a minha vida.

Mas o tempo mata[.me.nos]- o Tempo é a ruína da Humanidade. Anestesia os sentidos e inibe o sangue de pulsar. Bloqueia o sentir e, devagarinho, roe-nos as entranhas.
O tempo passa e queima-nos as extremidades que nos fazem sentir. Com o tempo a pele fica amarelada como a alma que nos habita o ser. Ficamos bafientos, a humidade entranha-se em nós... e, num dia- igual a qualquer outro - o sangue deixou de nos correr pelas veias.E com o amarelo da alma vem a incapacidade do sonho, que também chega com o tempo.
O tempo oferece-nos a evidência da solidão e da unidade. A evidência do eu livre, mas agrilhoado ao tempo.

O tempo é a água a correr, é a erosão nas rochas, é a decomposição dos corpos, da matéria. É a morte (e vida) em cada segundo.
É o saber me aqui. É a indefinição do caminho. São os meus olhos vazios. É o não haver luz. É o vazio da indefinição. É a ânsia da âncora. É a espera pelas vagas, que empurrem o corpo na costa.

Um dia acordamos e o tempo passou. À nossa volta fica o nada que fizémos com ele.

quarta-feira, setembro 20, 2006

sábado, setembro 16, 2006

Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.

Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que eu quero ver.

Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.

E se derrame sobre a Terra
Em primavera feroz pricipitado.

sophia de mello breyner

sexta-feira, setembro 15, 2006

júlio pomar
Sinto o terror
de um agora perpétuo na decomposição da matéria.
Asfixia-me o ar
e é plúmblea a certeza de me saber assim.
Estéreis,
os gritos ecoam no vazio.
Não é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo - o passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o presente? O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo. Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos. Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta. O presente não é um dado imediato da consciência.
Sentimo-nos deslizar pelo tempo, isto é, podemos pensar que passamos do futuro para o passado, ou do passado para o futuro, mas não há um momento em que possamos dizer ao tempo: «Detém-te! És tão belo...!», como dizia Goethe. O presente não se detém. Não poderíamos imaginar um presente puro; seria nulo. O presente contém sempre uma partícula de passado e uma partícula de futuro, e parece que isso é necessário ao tempo.

Jorge Luís Borges, in 'Ensaio: O Tempo'
Estes estão gravados em VHS e lembram-me as tardes de secundário pregada à Mtv.
The Stone Roses - Ten Storey Love Song
Weezer - Buddy Holly
Throwing Muses - Bright Yellow Gun
Stone Temple Pilots - Plush
Tom Tom Club - Genius Of Love
blind melon-no rain

13 anos atrás...
E ainda gosto muito desta música.

quinta-feira, setembro 14, 2006

À la folie... pas du tout - Have you Forgotten

Inconfundível, a voz do Sr. Kozelek.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Camera Obscura - Lloyd I'm Ready To Be Heartbroken
The music of Karlheinz Stockhausen, 73 year old experimental composer, has long incorporated elements of theater and spectacle. He has followed Duchampian aesthetics, searching for metaphorically violent ways of thrusting image and sound together.
His 1994 "Helicopter Quartet" (based on a dream he had of "towers of television screens", thousands of outdoor spectators, musicians in flying helicopters), was creepily prescient of September 11th as live spectacle.
Inevitably, he responded to the attack in those terms, as "The greatest work of art there's ever been. That people rehearse like crazy for ten years, totally fanatically for one concert, and then die! Compared to this, we are nothing as composers."

ora então:

6 coisas sobre mim:

-O meu provérbio preferido - "Nem o pai morre nem a gente almoça";
-Adoro torradas e Sumol de Ananás;
-Tenho ataques de riso com coisas que só se passam na minha cabeça;
-Detesto migalhas e portas a bater;
-Tenho celulite;
-As manhãs solarengas fazem-me feliz;
(e já agora... quero muito ir à Islândia)


Passo ao Miguel, ao Francisco, ao Miguel Barreto e à Rita.

sexta-feira, setembro 08, 2006

I'm standing here waiting for you to come
In the sky some kind of strange sky phenomenon
Feel strange to have you as a friend
But I'd rather be your friend then to never see you again
I'd rather be your friend
You stare at the sky, colours reflecting in your eye
Could it be what they call the northern light?
But here and at this time of year it's like someone spilled a beerall over the atmosphere, it's like someone spilled a beer
And I called out your name like the name of a coming hurricane
I called out your name like you call out when you're in hurt and pain
I called out your name but you were caught in a heavenly silver rain
You and I are not the same, we're divided by the smoke of an aeroplane
Of an aeroplane
Flock of birds in the sky flying south, they know this place will die
And I wish they could take me with them but I would not be accepted 'cause I can't dance the funky chicken
I can't dance the funky chicken
I'm standing here waiting for you to come. In the sky some kind of
strange sky phenomenon.



jens lekman_sky phenomenon_maple leaves_service records_2003

sim sim


@#o-te
ou
Como sobreviver às próximas horas

quarta-feira, setembro 06, 2006

and the wind whispers mary....




"John and Mary", numa feliz coincidência zappistica, entrou esta noite directamente para o meu top 5 de filmes predilectos.
Quem conseguir, que o veja. Mais não sei dizer.

terça-feira, setembro 05, 2006

[she leads him out onto the frozen Charles River]

- I don't know. What if it breaks?
- What if? Do you really care right now?





- Joely?
- Yeah Tangerine?
- Am I ugly?
- Uh-uh.
- When I was a kid, I thought I was. I can't believe I'm crying already. Sometimes I think people don't understand how lonely it is to be a kid, like you don't matter. So, I'm eight, and I have these toys, these dolls. My favorite is this ugly girl doll who I call Clementine, and I keep yelling at her, "You can't be ugly! Be pretty!" It's weird, like if I can transform her, I would magically change, too.
- [he kisses her] You're pretty.
- Joely, don't ever leave me.
- You're pretty... you're pretty... pretty...

segunda-feira, setembro 04, 2006

O Milagre Segundo O Corrector de Olheiras



Obrigada Senhor por teres posto no Mundo estes unguentos que nos fazem esconder as mazelas de noites em claro, e que nos põe lindas e maravilhosas com o raiar do dia. Mesmo que o cérebro denuncie a dívida de horas de sono para com a cama.
Aproveito para agradecer ao povo português por ter conseguido fazer uma coisinha de jeito durante a colonização do Brasil (a única): ter trazido o café para este jardim à beira mar plantado... Em dias destes ajuda, e muito.

Obrigada à
Escola da Noite pela recepção !

ao sinal horário serão 4 horas

Quatro da manhã. Trabalho atrasado para me fazer lembrar outros tempos. Das vésparas de exame, de ansiedade adiada para amanhã que, chega num hoje qualquer. Hoje chegou em força, cedo pela madrugada. As inseguranças, o achar que não se é capaz. Já não me lembrava do medo de falhar, que aperta o coração e trás angústia. E lembro outro tempo em que as vozes acalmavam e davam a mão. Ao longo da vida perdemos no espaço os que nos conhecem bem, que nos confortam e que nos lêem sem ser preciso balbuciar qualquer palavra... os abraços, as visitas nocturnas, os telefonemas que acalmavam, os ombros onde suportei a cabeça durante tanto tempo. Os rumos que a vida traça. Tudo para nos sabermos irremediavelmente sós. E hoje sinto falta dessa leitura de mim, feita sem palavras...

quarta-feira, agosto 30, 2006

Tenho medo do tempo a passar. Faz-me doer a barriga.

teenage kicks



Todos os dias são dias de Stone Roses...


terça-feira, agosto 29, 2006

Romance do Terceiro Oficial de Finanças
Ah! as coisas incríveis que eu te contava assim misturadas com luas e estrelas e a voz vagarosa como o andar da noite! As coisas incríveis que eu te contava e me deixavam hirto de surpresa na solidão da vila quieta!... Que eu vinha alta noite como quem vem de longe e sabe os segredos dos grandes silêncios — os meus braços no jeito de pedir e os meus olhos pedindo o corpo que tu mal debruçavas da varanda!... (As coisas incríveis eu só as contava depois de as ouvir do teu corpo, da noite e da estrela, por cima dos teus cabelos. Aquela estrela que parecia de propósito para enfeitar os teus cabelos quando eu ia namorar-te...)
Mas tudo isso, que era tudo para nós, não era nada na vida!... Da vida é isto que a vida faz.
Ah! sim, isto que a vida faz! — isto de tu seres a esposa séria e triste de um terceiro oficial de finanças da Câmara Municipal!...
Manuel da Fonseca

segunda-feira, agosto 28, 2006


Uma voz na pedra


Não sei se respondo ou se pergunto. Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio. Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra. Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante. A minha ebriedade é a da sede e a da chama. Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio. O que eu amo não sei. Amo em total abandono. Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim. Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido. Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença. Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.

antónio ramos rosa


Teu corpo principia




Dou-te um nome de água para que cresças no silêncio. Invento a alegria da terra que habito porque nela moro. Invento do meu nada esta pergunta. (Nesta hora, aqui.) Descubro esse contrário que em si mesmo se abre: ou alegria ou morte. Silêncio e sol – verdade, respiração apenas. Amor, eu sei que vives num breve país. Os olhos imagino e o beijo na cintura, ó tão delgada. Se é milagre existires, teus pés nas minhas palmas. Ó maravilha, existo no mundo dos teus olhos. Ó vida perfumada cantando devagar. Enleio-me na clara dança do teu andar. Por uma água tão pura vale a pena viver. Um teu joelho diz-me a indizível paz.
antónio ramos rosa

sexta-feira, agosto 25, 2006

"E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. Partir e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar[...]
Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...
[...] Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado [...] Diz lá, valeu a pena a travessia? Valeu pois."
fmi.josémáriobranco
(Há palavras que nos tocam, umas mais que outras...
estas são parte de outras...
quando a nostalgia corrói vêm à memória.
E hoje voltam a fazer sentido. Como sempre.
...e a curta da regina pessoa, que hoje no meio de uns livros do ICAM relembrei.)

after sun...

de volta às quatro paredes da delegação

sábado, agosto 05, 2006

Vou a banhos ... até já

porque eu tenho ...



à Francisca, ao Jorge, à Ritinha, e à minha doce Ana Luísa...

obrigada por me aturarem... e pela V ...

segunda-feira, julho 31, 2006

Noi albinoi



talvez por ser a Islândia o meu destino de sonho... talvez pela brancura...

... este foi o único filme que não consegui acabar este fim-de-semana.
Hoje...

E sonho com férias. Mas em paragens mais cálidas.

sexta-feira, julho 28, 2006

gostar de homens #4

daniel day lewis e camille belle_ the ballad of jack & rose



mark ruffalo e sarah polley _ my life without me

quinta-feira, julho 27, 2006

Ai Ai




a cabeça mexe-se de maneiras estranhas...
e eu hoje flutuo...

terça-feira, julho 25, 2006

sábado, julho 22, 2006

A uu-ua e a ba-ue-ia



De repente todos os traumas têm uma explicação. Os pequenos epísódios da infância, aqueles que marcaram, persistiram no tempo e deixaram marcas. Umas mais visíveis que outras. Cresceram conosco.

Bom mesmo é ver o filme. Cada um que fale por si. A minha luta entra a lula e a baleia foram as noites a fio passadas na pediatria do Hospital de Faro, com dores de barriga que só existiram na minha cabeça. Tudo para poder ter aquelas manhãs passadas na pastelaria Gardy, em Faro, com o meu pai a comer aqueles fabulosos croissantes de chocolate!

last night...












I dreamet that somebody loved me...


22 de Julho de 1954

O pai João (que é o rapaz da foto) faz hoje 52 anos.



Lembrei-me de um postal que ele uma vez trouxe e me deu que dizia :

"O meu pai é o maior. Não tem medo de nada. Nem mesmo de Monstros com 10 olhos!"

Subscrevo tudo o ali escrito! Até a parte dos monstros, que ele afastou quando eu tinha terror de dormir sozinha. Foi também ele que me ajudou a construir, a transformar-me naquilo que sou.
Sempre o ouvi dizer:

"As minhas filhas não me puderam escolher como pai.
Que tenham a opção de me escolher como amigo."

E assim foi. Assim é. Ele, o meu melhor amigo! Parabéns Papi!!

sexta-feira, julho 21, 2006

Ó Pedro, a tua prima Rita vem aqui !

O carteiro bateu-me à porta.
Era do sr. do café ...
eram recordações...

de dezasseis do sete a dezoito do sete

A felicidade em dois dias
Senti muito. Ri e chorei. Comi nas freiras, "esplanei" no Carmo, vi o Tejo. Tive vontade de voltar para ficar. E vou. Só não sei quando.


Obrigada ao Pedrinho, à minha irmã, ao Mário, à Quininha... pela vida.
A felicidade em duas horas

say no more.

Para lembrar as nossas consciências das nossas mãos manchadas de sangue...

natureza morta/susana sousa dias

Ditosa pátria, que ilustres filhos tem
Pois é. Portugal não chegou à finais do Mundial. Por fim acabou a febre do futebol, das bandeiras da pátria-mãe (sendo que a maioria dos portugueses, por esquecimento ou por ilusão frustrada, ainda as mantêm penduradas nas janelas, rodeadas de sardinheiras e de roupa lavada pendurada nas cordas). Acabou isso e mais.
Acabaram-se também as sessões de hipnótismo lírico sobre a vida e a morte, sobre nós, sobre o futuro e o passado. Pôs-se fim às segundas feiras de Six Feet Under, único dia em que a televisão conseguia manter a minha mente e o meu olhar fixo a ela, embevecido (-Porque tiras essa fotografia? Não percebes que, agora, esse momento já pertence ao passado?!).
Acho que nestes dias muita coisa mudou.
Começou uma guerra, começou uma vida. Certamente que muitas vidas terão também acabado.

A vida é assim mesmo.

segunda-feira, julho 03, 2006

quinta-feira, junho 29, 2006

hojefoiassim

Once i had this urge to go sailing, leaving the shore in a boat of wood.
Sailing, sailing on, all alone I will cast anchor a place where it's calm
and stay for a while, sit back and wonder how things are down under and smile.
Not the urge to go somewhere else, not the urge to blow away, not the urge to travel far
but the urge for stand still. I can imagine the fine weather, sunrays' playing between kind waves...
A jumping fish says hello and the birds are singing.
hanne_hukkelberg#castanchor

Otto e mezzo



-"All the confusion of my life... has been a reflection of myself!
Myself as I am, not as I'd like to be. "

terça-feira, junho 27, 2006

Try it inside

Não sei bem o porquê mas talvez pela sonoridade e pela raiz etimológica, nunca me lembro dela mas quando a ouço lembro-me

que dealbar é a minha palavra favorita.

[ ]

segunda-feira, junho 26, 2006

Durante muito tempo ouvi religiosamente aquele que, para mim, é o melhor programa da RUC.
Agora regresso à rotina de outros tempos e ouço o Ricardo Mariano no
trabalho, graças às maravilhas de técnica.
Louvado seja o Podcast.

A ouvir
aqui. (destaque para o tema de abertura do último programa : Certain Things You Ought To Know -Destroyer... Soberbo)