segunda-feira, dezembro 12, 2005

Another morning

Um punhado de palavras vazias enchem a manhã.
A boca a saber a sangue
O pulsar do eco em mim traz-me à memória a fragilidade do ser
E mais uma vez o caminho é frio
Na fímbria da existência
Revejo-me na película amerelecida.
Nascem das vozes novos seres que não sei
Caminhos alheios com que me cruzo
Corpos que passam e procuram novos corpos
A volatilidade do querer
O efémero da posse
Acreditar no vazio.
Assim nascem sonhos
Que se desvanecem em cristais de prata
De retratos que o tempo apaga.
Procuro o calor em mim
Por saber que a única chama que carrego
É a minha.
O trilho agora pertence a outros que não eu.
Rendo-me à evidência do corpo morto.
Sem força para seguir
Recolho-me em pedaços e medito no meu regresso.
Noutra cor.
Arranco de mim a dor que fica
E esvazio-me.
Dói-me o peito.
E não consigo respirar.
Dói.me o corpo.
E aquela mão que afasto asfixia-me o coração.



Nothing ever seems to make you happy
Are you miserable babe
or are you just plain mean?

Is there no joy in you?
Well come on, don't keep me waiting
Your broken heart might bring you heaven - to heaven
but it will not bring you another morning,
another morning with Kathleen

Someone does you wrong you give away your whole life to prove it
You wear your pain with pride, you refuse to remove it
You become the evil that plays with you like a doll
Big rules only make our lives small

Was your voice never heard?
Well come on, you know we’re all listening
Justice will only bring you a prison - a prison
And it will not bring you another morning,
another morning with Kathleen

Now you’re the big expert with the truth
Now you’re all apple pie and you’re bulletproof
There must have been a short 5 minutes somewhere in your youth
But when you laughed like water breaking over the broken land
When you laughed like the wind burning the sun blind on your face
When you laughed like water breaking over the broken dam
When you laughed like the starting gun at the start of a race
I wanna smash the violins at the symphony
I wanna see you smile with a real simple melody
It's when you wake up and you're glad that you're breathing
It's when you wake up and you're glad that you're living
Well, that’s another morning
another morning with Kathleen.

mark eitzel, american music club- another morning


Oito e quinze da manhã. Who made Who.
O sol lá fora e eu sem pregar olho.
O Louçã na Sic Notícias.
O remorso a cheirar a ressaca.
Muitas horas de sofá.

É urgente um novo princípio.

Como tudo começa num ponto...

cá vai
.

Talvez o Freud explique, talvez não.
Se calhar percebo agora a minha simpatia pelos Einsturzende Neubauten.
São os andaimes, senhor! São os andaimes!

sábado, dezembro 10, 2005

DON'T STOP 'TILL YOU GET ENOUGHT


Hoje, a partir das 23 horas festa aqui!

Fica feito o convite...
...e que o senhor nos acompanhe!!

Entre o sol e o calor do sul...

Ente isto

e um mar a perder de vista, muitas vezes me veio à cabeça o Pessoa com estas palavra lúcidas:

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Euverifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


...
e acho que o neil tem razão-
A maid. A man needs a maid.
A maid.

It's hard to make that change
When life and love turns strange.
And old.

To give a love, you gotta live a love.
To live a love, you gotta be "part of"
When will I see you again?

terça-feira, dezembro 06, 2005

Some have it. I don't...



-"Realmente o vestido fica-lhe muito bem. É pena não ter mais peito. É que esse decote pede mesmo um peito maior!"
Now I'm depressed!

O fim do 5 do 12


-"Ó Ana arregaça a saia e deita os pés ao mar!"

sábado, dezembro 03, 2005

au revoir... bang bang



Ontem ofereceram-me a companhia destas meninas.
Hoje acordei com elas...



Um nome bonito para uma label!

Onde é que é que isto se desliga?

Há dispêndios de energia que são completamente inúteis. Isto porque, como a própria palavra inútil indica, não vão causar nenhuma alteração à trajectória que a matéria descreve.
Então se uma máquina gasta energia sem ter algum efeito prático, se o gasto não faz com que a função da máquina seja cumprida para quê tê-la ligada?

sexta-feira, dezembro 02, 2005



Este Natal, junte 20 códigos de barras de embalagens de qualquer perfume Armani e habilite-se ao sorteio de um exemplar do género masculino idêntico ao apresentado na imagem.
Atenção: rapariga não incluída na promoção.
Idade limite para concurso: 25 anos.

Some have it, some don't....

Quando for grande quero ser como ela!

Hoje acordei assim...

quinta-feira, dezembro 01, 2005

A Brigitte não estudou sociologia !


Esta é a cara de quem não está a estudar Sociologia das Organização.

terça-feira, novembro 29, 2005

Der Himmel ünder...*

... sinto frio cá dentro. E dói.
Dói-me a incerteza do porvir e a vontade de ficar.
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When the child was a child
there was the time for questions like-
Why am I me
and why not you?
Why am I here
and why not there?
When did time begin
and when did space end?
Isn't life under the sun just a dream?
Isn't what I see, hear and smell
just a vision of a world before the world?
Does evil really exist?
Are there people who are really evil?
How can it be that I who is me wasn't there
before I was
and that one day I who is me
shall no longer be what I am now?
When the child was a child
he choked on spinach, rice pudding,
peas and boiled cauliflower,
an now he eats it all
and not just because he must.
When the child was a child
he once woke up in a strange bed;
now this happens again and again.
Many people seemed beautiful then,
now very few do at all.
He had a precise picture of paradise
and now he can only make a guess.
He couldn't imagine nothingness;
today he trembles at the idea.
When the child was a child
he lived on apples and bread,
it was enough then and still is.
When the child was a child
berries fell into his hands and they still do.
He felt shy in front of strangers
and still feels the same.
He waits for the first snow
and is still waiting.
When the child was a child
he threw himself with spirit into his games,
and now he masters such involvement only
where work is concerned.

* uma repetição necessária