segunda-feira, janeiro 21, 2008

descobrimentos:
é possível ouvir Battles numa discoteca e ver como a pista inteira entra em delírio!

53 around the world

Largo da Pampulha (à Rua das Janelas Verdes)

(a menina tem visita a marcar por estas bandas)

sexta-feira, janeiro 18, 2008

e agora vou-me embora ...





ganhei da espera o vício do silêncio.


soube ver nos espelhos como se cala o coração.

e pela boca aprendi a dor de não saber mais dizer as palavras do coração.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

musicas-orelhudas-que-ligam-o-tímpano-a-um-tendão-qualquer-que-faz-com-se-ande-com-o-pé-a-dar-a-dar#



Não podiam ser os Cure porque esses já não têm idade para estas coisas "puerís" de fazer músicas "frescas" para anúncios de telemóvel, onde todas as pessoas têm os dentes brutalmente brancos e estão sempre com um ar de felicidade bastante duvidoso.

... Não podem mas gostavam de ter sido, pelo menos a jurar pela semelhança entre registos.

Shout Out Louds - é esse o nome da banda.

Obrigada Catarina por me teres retirado das brumas da ignorância e teres dado nome à dúvida.

Uma boa música para acabar a "jorna" - até amanhã.



la chinoise _ jean luc godard

terça-feira, janeiro 15, 2008

the state that i'm in #



claudia cardinale @ la fille à la valise

para mais informações sobre os cursos 2008 do Programa Gulbenkian clicar em baixo:

Dizia-me um grande amigo que quando se perde a inocência a vida ganha uma cor cinzenta. Leia-se a inocência como motor de arranque para o sonho - e bem vistas as coisas, e como dizia alguém, é o sonho que comanda a vida.
Dizia eu que nunca perderia a inocência e o sonho. Com os olhos abertos para o mundo achava que tudo era possível ... tudo desde que a força que nos impulsiona para o "novo" saísse cá de dentro, do fígado, do estômago.

No outro dia vi o que andei a adiar ver - que os meus olhos agora tendem a toldar-se de cinzento.
Mais grave é a nitidez com que aparece a desgraçada da evidência:

- A inocência não se perde, tiram-no-la.

Deixei a minha bolha em terras da Beira Litoral. Mudei-me para onde supostamente o oxigénio é menos rarefeito, por motivos óbvios de maior aproximação ao nível do mar.
"Sempre para Sul", dizia também esse grande amigo - "ir sempre para Sul".
Nada de mais errado, tenho eu percebido, com um ano de "sobrevivência" em terras algarvias.

Aqui chamam-se bimbos aos do norte (e o norte aqui é tudo o que fica acima do Tejo) e elitistas aos da capital, pseudos aos que sabem mais que nós e intelectuais aos que pura e simplesmete se interessam por alguma coisa.

O problema nasce quando só conseguimos apontar os problemas dos outros e não temos a capacidade de perceber os nossos próprios problemas. Aí começa a nossa pequenez.

Todas as semanas passo de uma terra pequena para outra maior, pelo menos em infra-estruturas. Saio da província para chegar às muitas provícias que habitam nas cabeças pequenas das pessoas da outra "banda", muito mais "cosmopolita" e com gente de "cóltura".

Certo é que nem todas as cabeças são províncias por aquela terra do Barlavento Algarvio, e seria muito injusto fazer uma afirmação destas.
Mas o grosso das pequenas cabecinhas é semelhante às dos novos ricos - modernos mas revestidos de uma camada de saloíce bacoca!

E quando se abrem as jaulas e as cabecinhas saem à rua comportam-se como pequenos animaizinhos - elas urram, gritam, riem como hienas porque são, em suma, necrófagos vivendo das vidas dos outros e com as suas pequenas cabecinhas cheias de coisinhas pequeninas como as suas próprias vidas.
E de hienas passam a perús, inchados do nada que são, porque quando olham para o lado deviam pelo menos ter a humildade de pensar que há olhos que já viram mais que os deles.
E é triste ver perús e hienas com cabeças pequeninas e vidas pobrezinhas que vivem em circuítos fechados e que não se lembram que o mundo é um colosso e não apenas a nossa rua ou o nosso bairro.

"Se achavas Coimbra provinciana vê bem se queres vir para aqui viver".
Mudo para o sítio de galináceos e de necrófagos. Mudo e passo bem por eles.
Não é por eles a mudança mas por uma força maior.
Tenho a calma de quem já conheceu as pessoas grandes e por isso não me sinto nunca sozinha.

Da inocência ainda guardo as cores e ainda vou pelo caminho acreditando.
O cinzento que vejo é o de alguns outros ... mas os meus pés não param pelas pedras na estrada.


sexta-feira, janeiro 11, 2008




O Barreto dizia saber a agenda da actividade sexual dos vizinhos
(de cima ou do lado ... não me lembro bem)
da Nicolau Chanterenne, por força da falta espessura das paredes
- e suponho que pela má qualidade dos isolamentos.
Procedia-se à actividade em pré-feriados, sexta e sábados.
Horário pós laboral, bem visto, para não interferir com a produtividade.
Chamem a ASAE ... mas este também é um ...




imagem: Esgar Acelerado

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Friend by enemy I call you out.
You with a bad coin in your socket,
You my friend there with a winning air
Who palmed the lie on me when you looked
Brassily at my shyest secret,
Enticed with twinkling bits of the eye
Till the sweet tooth of my love bit dry,
Rasped at last, and I stumbled and sucked,
Whom now I conjure to stand as thief
In the memory worked by mirrors,
With unforgettably smiling act,
Quickness of hand in the velvet glove
And my whole heart under your hammer,
Were once such a creature, so gay and frank
A desireless familiar
I never thought to utter or think
While you displaced a truth in the air
That though I loved them for their faults
As much as for their good,
My friends were enemies on stilts
With their heads in a cunning cloud.


To Others Than You - Dylan Thomas



scarlett johansson & john travolta _ a love song for bobby long

(um filme quase perfeito)

quarta-feira, janeiro 09, 2008


kurosawa para red house painters ... japanese to english ...



Estavamos no Terreiro da Erva e ouvia-se o Vidro Azul no rádio da cozinha.
Eram as segundas-feiras missionárias em que se parava às 20h e falava o Ri.Ma.
Falavamos de blogs, de palavras com muitas sílabas,
de fluídos corporais e das festas no primeiro piso da Via Latina ou das do Patelas...

... e esta continua a ser, provavelmente, a melhor música do mundo.

terça-feira, janeiro 08, 2008

a.m

movimentos cetrífugos à "papo seco" aka como eu entro numa rotunda




CHARADA # 1

quinta-feira, janeiro 03, 2008

não tenho nada para dizer ... ou talvez tenha. não tenho vontade (a minha boca lembra um corpo invertebrado) tenho sim o nervo da língua adormecido. não apetece contrair o cérebro para pensar coisas. volto ao casúlo. subi só para acenar aos de fora.





(john vanderslice - exodus damage)