quinta-feira, maio 10, 2007
quinta-feira, maio 03, 2007
Web 2.0
Assim, um professor na Universidade do Kansas, explicou aos seus alunos (e ao mundo) o que é a Web 2.0.
O poder de síntese e o poder de relançar o debate sobre a dicotomia Homem vs Máquina surge à distância de um "clic".
Repensar os valores pelos quais nos regemos, "hi-(5)fivizar" as relações humanas, "youtubar" o nosso quotidiano.
Democratizou-se o acesso a tudo : à imagem, ao som, às letras, ao sonho e a ver outros mundos (possíveis ou não) ... tudo chega a todos. As maiores pérolas e as criações mais miseráveis. Democracia e liberdade, dirão uns.
Expomo-nos cada vez mais a uma comunidade virtual, temos amigos imaterias (que só existem num pc), falamos com amigos materiais que existem noutras latitudes. Aproximamo-nos de uns, distanciamo-nos de outros; falamos com teclas, escondemo-nos atrás de blogs. Muitos assumimos, no mundo cibernético, a forma que gostaríamos de ter, damos a densidade às palavras que não temos coragem de dar na rotina dos nossos dias. Somos outros.
Dão-nos tudo sem dar nada. Mas não nos ensinam a ser críticos nem nos oferecem a capacidade de destrinça para avaliar o que nos é disposto nesta bandeja que é a internet. Cabe-nos a nós saber fazê-lo. Cabe-nos a nós, agora, (re)escrever a ética e a moral, o bem e o mal, o que tem ou não qualidade... uma longa caminhada.
Como a máquina nos mudou, como nos ajudou a esconder-nos atrás de um ecrã.
A máquina assumiu a forma de boca, deu liberdade. Deixa-nos dizer muito, à espera que alguém nos dedique atenção, que nos retire do anonimato sem termos que dar o nome. São os quinze minutos de fama que se perpetuam numa visibilidade aparente, na invisibilidade do rosto... A máquina deu-nos braços e retirou-nos hábitos.
Deus ex Machina.
O poder de síntese e o poder de relançar o debate sobre a dicotomia Homem vs Máquina surge à distância de um "clic".
Repensar os valores pelos quais nos regemos, "hi-(5)fivizar" as relações humanas, "youtubar" o nosso quotidiano.
Democratizou-se o acesso a tudo : à imagem, ao som, às letras, ao sonho e a ver outros mundos (possíveis ou não) ... tudo chega a todos. As maiores pérolas e as criações mais miseráveis. Democracia e liberdade, dirão uns.
Expomo-nos cada vez mais a uma comunidade virtual, temos amigos imaterias (que só existem num pc), falamos com amigos materiais que existem noutras latitudes. Aproximamo-nos de uns, distanciamo-nos de outros; falamos com teclas, escondemo-nos atrás de blogs. Muitos assumimos, no mundo cibernético, a forma que gostaríamos de ter, damos a densidade às palavras que não temos coragem de dar na rotina dos nossos dias. Somos outros.
Dão-nos tudo sem dar nada. Mas não nos ensinam a ser críticos nem nos oferecem a capacidade de destrinça para avaliar o que nos é disposto nesta bandeja que é a internet. Cabe-nos a nós saber fazê-lo. Cabe-nos a nós, agora, (re)escrever a ética e a moral, o bem e o mal, o que tem ou não qualidade... uma longa caminhada.
Como a máquina nos mudou, como nos ajudou a esconder-nos atrás de um ecrã.
A máquina assumiu a forma de boca, deu liberdade. Deixa-nos dizer muito, à espera que alguém nos dedique atenção, que nos retire do anonimato sem termos que dar o nome. São os quinze minutos de fama que se perpetuam numa visibilidade aparente, na invisibilidade do rosto... A máquina deu-nos braços e retirou-nos hábitos.
Deus ex Machina.
quarta-feira, maio 02, 2007
terça-feira, maio 01, 2007

há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado
por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém
e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)
um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado
por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém
e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)
um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
(al berto)
sexta-feira, abril 13, 2007
Bom fim-de-semana...
(Gosto muito desta música.
Lembra-me uns dias de sol em Quiaios,
Bom fim-de-semana)
quarta-feira, abril 11, 2007
de correr mundo
De correr mundo as terras e os humanos
como paisagem que ante os olhos passa,
e às vezes percorrer umas e outros
nos breves intervalos entre duas viagens,
uma incerteza deixa que é diversa
da que se aprende no convívio longo:
quem se demora vê, sob as fachadas
ou as perspectivas de alta torre feitas
um gesto em que se mostra uma outra vida,
ou troca frases que desnudam crua
o que de interno ser sob as fachadas vive;
mas quem só passa e mal aos outros toca
com mais que olhares ou fugidias vozes,
mais adivinha o que não é paisagem
mas dia a dia tão diverso dela
ou pelo menos para além ansioso.
Mas, se num caso a vida se conhece
e noutro caso nos conhece a nós,
por ambos aprendemos que do mundo
se vive o que não passa, ou se não vive
o que passando é só terras e gentes -
-o conhecer, porém, não se conhece nunca.
Apenas resta a escolha: como descobrir
essa experiência inútil. Antes, pois,
correr do mundo as terras e os humanos
que consumir-se alguém ao lado deles sempre.
jorge de sena in visão perpétua (3/10/1972)
segunda-feira, abril 09, 2007
quinta-feira, abril 05, 2007
segunda-feira, abril 02, 2007
quarta-feira, março 28, 2007
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