terça-feira, dezembro 20, 2005

Madalena arrependida


Deve ser do SPM.

Diga bom dia com a M.I.A.

Me?

Ouve o cd dos The National. Tem uma faixa que me faz pensar em ti.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

E dizem vocês: não terei eu mais que fazer do que andar por aqui a escrever?
E eu digo: é verdade, tenho... sobretudo porque a prioridade agora é arranjar trabalho, mas isto das Relações Internacionais até é giro porque no fim têm-se conversas de café muito interessantes sobre política internacinal, GATT's-OMC's-and-all that bullshit e um gajo faz um brilharete do caraças. Mas trabalhinho que é bom, tá quieto ó mau! (Deixo desde já um enorme saravá aos meus paizinhos que ainda me sustentam... espero eu que por pouco tempo!)

Mas problemas à parte quero aqui fazer uma homenagem rasgada aos homens da minha vida (sem contar com o meu rico paizinho e o homem que personifica aquilo a que Teixeira de Pascoaes chamou Homem Universal - que me têm aturado durante tanto tempo... e ainda hoje!).
Os homens da minha vida a que me refiro são aqueles que ao longo dos tempos me têm sussurado coisas bonitas ao ouvido, me têm cantado as frases certas nos momentos certos, que me acompanharam no choro e no riso, nos dias de chuva, nos dias cheios de sol, de vento, de frio e naqueles de mais calor!
São os senhores que compoêm a minha lista de referências musicais:
/ /
//

A legenda,da esquerda para a direita: tom waits, nick cave, peter murphy, david bowie, leonard cohen, ian brown, mark kozelek... Obrigada pela companhia e pelas palavras!

E a todos aqueles que passaram pela minha vida, os mais efémeros e os resistentes, obrigada pelo tempo, pelo carinho, pelo calor. Por me terem feito sentir menos só.. nem que apenas por uns minutos!
Por me fazerem sentir que I deserve to be happy!

A César o que é de César...


No fim do ano, como é apanágio da época, toda gente faz listas com aquilo que considera ter sido os melhores filmes e álbuns de 2005.
Deixo essa tarefa para aqueles que realmente percebem de ambas matérias.
Contudo não posso deixar de referir que, se a minha modesta opinião contásse para qualquer coisa, o galardão para filme do Ano de 2005 era atribuido a Jonathan Caouette, pelo seu Tarnation.
Tendo estreado este ano em Portugal saiu ao público norte americano em 2003 (efeito delay da Península Ibérica... sim porque em Espanha ainda é pior o atraso!).
Já falei aqui sobre o filme, quando o fui ver ao King.
Tendo sido filmado em diversos formatos (Super-8, Betamax, VHS, Hi-8 e Mini-DV), o filme transporta-nos para o epicentro de um ser (o próprio Jonathan) que, com uma enorme lucidez, desde cedo foi criando pequenas curtas para escapar ao drama da sua existência diária. Para mim é uma história de amor e devoção à mãe (de ressaltar a sua beleza enquanto jovem).
A pureza do sentir no meio de um turbilhão desenfreado de sentimentos...
Perturbante e muito bonito ao mesmo tempo
A banda sonora também não podia ser melhor ( Low, Red House Painters, Lisa Germano, Iron & Wine. Cocteau Twins...).
Antes de sair de casa...



Diga Bom Dia com a Rough Trade!!




e tomada de assalto a minha memória transportou-me para os anos 90. Vi-me a acordar para ir para a escola ao som dos Sundays, que frequentemente ocupavam as manhãs da Antena 3, com o José Marinho e a Mónica Mendes.
O Here's where the story ends punha-me a saltar da cama! Era um bom indício para o dia.
Em 2005 estes senhores voltaram a fazer as minhas manhãs. Era a sagrada banda sonora de abertura da XM...
Hoje está echoing in my mind... deve ser um bom sinal...

domingo, dezembro 18, 2005

Em Loop
Loop
Loop
Loop Loop Loop
Loop
Loop
Loop Loop Loop Loop Loop
Loop Loop Loop Loop Loop

Loop Loop Loop Loop Loop
No meio deste dia cheio de cores e luz descobri que o mundo não desaba. O chão mantêm-se debaixo dos nossos pés e o céu também não nos vai cair em cima da cabeça... (por Toutatis)!
Como dizia o Pessoa "Eu não sou do meu tamanho. Tenho antes o tamanho daquilo que vejo".
E hoje sinto-me feliz!!*
"There is so much noise There is too much heat And the living floor Throws you off your feet As the final day falls into the night There is peace outside In the narrow light "
* Nota: já agora, para a felicidade ser completa, como é que eu arranjo bilhetes para os Depeche Mode? Francisca: vamos!!

Prémio "companhia"

Este ano os Block Party ganham o prémio "amigo 2005". Para mim, com ou sem remisturas...

tic tac...

O meu relógio biológico gosta de dar sinal...



... é pena é estar com o fuso horário desfasado do tempo real.

sábado, dezembro 17, 2005



Foi um choque frontal, com lesões graves para o condutor. O passageiro do lado não apresenta lesões físicas.
O veículo contra o qual embateu saíu da faixa de rodagem chocando contra um pequeno muro.
Sofreu também ferimentos de alguma gravidade.

"Acho que isto é um erro..."

Eu avisei-te.
A culpa não é minha.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Pin [me] up...



No Ocidente, neste nicho do mundo em que vivemos ao qual chamamos de mundo civilizado (a jeito de teoria antropológica demodé e colonialista) a figura feminina é quotidianamente espatilhada.
É-nos imposto um modelo estético padronizado ao qual todas deviamos responder. As indústrias - da moda, da música, a publicidade e artes em geral - definiram para o género feminino o protótipo a seguir. Basta ligar o Fashion Tv, a MTV ou esperar pela publicidade entre telejornais ou telenovelas em prime time para perceber de que protótipo falo.
É o da mulher bonita, sem celulíte, alta, magra, bem vestida, com tudo no sítio.
Verdade é que ser assim custa tempo e dinheiro... muito.
Qual é a mãe de família que tem tempo para trabalhar, cuidar dos filhos, da casa, da carreira e ainda para se ir enfiar num ginásio? E que como se não fosse pouco tem que gastar carradas de contos em cremes milagrosos que combatem rugas, flacidez e atacam a celulite, qual Glutões do Presto?
Eu estou-me um bocado nas tintas para estes grilhões que nos querem prender. Nem que seja por saber que são meras representações sociais facilmente desconstruídas pela sociologia. São fruto de estratégias de mercado e que usam a venda de uma imagem-tipo para escoar produtos sem os quais a humanidade sobreviveria igualmente. É o capitalismo em acção!
O alvo fácil, aquele que mais facilmente é influênciado por factores externos (no que toca à publicidade)?
As mulheres. Duas vezes burras. 1- obrigam-nos a obedecer a padrões de beleza; 2- e nós caímos na esparrela!!
Eu também caio nela, mas pelo menos faço-o com consciência disso.

Contudo a exploração da imagem, do corpo da mulher pode resultar em coisas belas. O Helmut Newton tem na sua obra um sem fim de nús de mulheres, com uma enorma carga sexual, a transpirar sensualidade... contudo gosto imenso daquela estética. Como ele outros também utilizam a figura da mulher para criar,vender... Parece-me é que dentro daquilo que é a banalização da imagem da mulher, esta nem sempre é vandalizada.
Por exemplo...



as Pin Ups, tão típicas do imaginário norte-americano no periodo entre Guerras, causam em mim uma grande atracção estética. Acho bonito o misto de inocência e sensualidade que carregam.
Não me ofende o uso que é feito do corpo da mulher. Gosto do resultado que vejo.
Para algumas feministas este tipo de opiniões será visto como blasfémia. Heresia!!!
Não me considero menos feminista que elas. Tenho apenas uma concepção estética divergente.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Francisca: this one goes for us!!!

Well, imagine it's a film & you're the star & pretty
Soon we're coming to the part where you realise that you should give your heart
Oh give your heart to me.
Now the orchestra begins to make a sound
That goes round & round & round & round & round & round & round & round & round again
And we kiss to violins.
Well some sad people might believe in that I guess
but we know better don't we?
We know all about the mess.
The aftermath of our affair is lying all around and I can't clear it away.
No. And d'you think that it's so easy to find?
Somebody who is just your kind?
Well it might take you a little time but I'm going to have to try.
Oh yeah I'm gonna try.
And I know no-one can ever know which way to head
But don't you remember that you once said that you liked happy endings?
And no-one can ever know if it's going to work
But if you try then you might get your happy ending.
pulp


O estado em que se encontra este blog:




ou como sobreviver a um dia no meio da burocracia e aceitar que um licenciado em Relações Internacionais tem no IEFP a categoria de Relações Públicas e Técnico de Turismo!