quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Primavera Sound ... vamos lá ver se é desta, porra!




Architecture in Helsinki, Low, Wilco, Built to Spill, Band of Horses, Patti Smith, Buzzcocks, Kymia Dawson, Melvins, Modest Mouse, Spiritualized, Barry Adamson, Mike Patton, Explosions in the Sky, The Durutti Column, Kid Koala ... estes são os que eu gosto. Mas há mais... digno de ataque do miocárdio. Menos mainstream e com mais qualidade que o FIB, sem dúvida!

(ver cartaz em Primavera Sound)

Total desenlace

Falo-te
da imaginação
de um segundo.
Do festivo
de uma bola de sabonete encadeada
na sua fugacidade
impiedosa.
Da lucilação
de um arco-íris digno das horas
em que o humedecer
da noite brinca
-deliciosamente-
com a susceptibilidade
do orvalho.
De um pesar tão fino
que só consigo senti-lo
levando ao extremo
o esgotamento da flor em campo
raso.
Falo-te de um pano de cambraia
envolvendo o sopro de
uma criança
morta
- do encontro cada vez mais raro
com o amor.

(calexico & iron and wine, A history of lovers)


Eduarda Chiote, in Não me morras (& etc, 2004)
As mãos prolongam-se. O caminho são agora braços secos. Abrem brechas a cada hora nova que invento ... e os minutos nunca são meus. Depositei-os há muito noutros corpos para que o profanado ser me conte do sangue que corre em mim.

A cada dedo que passa definho num caule seco que me prende ao solo estéril e nos ecos já não ouço novas vozes.
Quero ver num quarto-escuro e já não me lembro da minha voz.
(in Eu)

Aos meus amigos, pela vida!

Obrigada à Rita, por dar música a estes meus dias (ouvir aqui a minha prenda sonora).
À Joanita por ser a melhor designer do mundo! O porfólio, na íntegra, pode ser visto aqui - http://joanamonteiro-work.blogspot.com/.

À Irina por me ter aturado as minhas neuras e por depositado sempre tanta confiança em mim!

À Francisca por ser minha amiga ... por tudo!

À Vanessa, à Alda e à Patricía por mais de 20 anos de amizade!

Ao Jorge e à Ana Luísa por existirem na minha vida.

Ao Pedro por se ter cruzado comigo em 1999, por ser meu amigo ... (até ao teu regresso!)

À Luísa Acabado por tantos momentos e pela ajuda!
À Inês Coroa por oito anos de existência conjunta, por tristezas partilhadas, por alegrias e copos, por noites e dias em comum (Por isso ocupas um lugar diferente de todas as pessoas).

À Raquelinha porque só ela é que viu as mesmas séries que eu, quando eramos miúdas! Porque demora 3 horas a contar uma história que qualquer ser humano normal levaria 5 minutos!
À Rutinha porque "RI é que é!"

À Joana Vasconcelos por ser uma mulher de fibra.
À Joaquina por ser especial...

Ao Miguel Barreto por que é dos Isabelle, porque é um gajo estranho, porque "é o róuqê"...

Ao Zé Miguel, por ser uma das melhores pessoas que conheço!
Ao Curado, que desde terras de Sua Magestade, é o meu amigo de trabalho on-line!
À Lara que está no Porto e conversa comigo em horário laboral!


A todos ...


sem ordem de preferência ...

é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma...

Previ-te, com a corda que me aperta a corpo. E certa, como as certezas que povoam a minha mente, contemplo a ausência das tuas palavras.
Sabendo tu que uma só uma letra acalmaria tudo. . .
Sabendo tu que só uma me faria mais feliz . . .

A resiganação come cada bocado de mim e hoje o dia começa como a noite que finda - vazio.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

M. de tudo

(a ti. porque respiro por te saber)


PARA ATRAVESSAR CONTIGO O DESERTO DO MUNDO
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem

E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro

Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

sophia de mello breyner andresen

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

De España ni buen viento ni buen tratamiento.

Já o Astérix quando veio à Ibéria ficou espantado com um povo (aqui junta-se tudo, portugueses e espanhóis) que por tuta e meia lá se envolvia em rixas. Hoje o cenário não é melhor, pois no país vizinho, as forças políciais funcionam ainda à semelhança daquilo que era o seu funcionamento no tempo do Caudillo.
Com o Batasuna ilegalizado em 2002, pelo senhor Aznar, as constantes cargas da Ertzainza sobre manifestantes pela causa Basca vieram a suceder-se. Depois do último atentado da ETA, no aeroporto de Barajas (Madrid), que provocou 2 mortos, pode afirma-se que também Rodriguez Zapatero perdeu a mão sobre os grupo armado e qualquer tentativa de negociação para a paz em Euskadi.
Aqui ficam as imagens da carga policial sobre os manifestantes que decidiram marchar em apoio ao presos da ETA (link em: Elpais.com ). De referir que a Audiencia Nacional (um equivalente ao nosso Governo Civil) retirou aos manifestantes lhes a liberdade de marcharem na via pública.
Tenga usted verguenza Señor Zapatero!

Oscar, tutti in piedi per il Signore Morricone



Ver e ler mais aqui, no Corriere della Sera on-line.
Um prémio muito merecido numa entrega emocionada.

domingo, fevereiro 25, 2007

what if ... ? will you still love me?

me and dad




Pouco há dizer sobre o meu regresso à casa antiga. Voltar. Sincronizar tudo de novo, como acertar os ponteiros de um relógio que teima em marcar as horas num fuso horário diferente. Porque agora tudo é diferente... pensava eu. E hoje foi diferente, porque igual a outros tempos.

O meu pai toca uma guitarra semi- acústica nos tempos livres. Insiste no Bob Dylan, no Donovan, nos the Who... E hoje tocou para mim o "Father and son" do Cat Stevens, no meio dos seus "ensaios". É bonito vê-lo sozinho a tentar ser aquilo que sempre quis ser - músico. Diz-me que enquanto toca dá grandes concertos que só existem lá, naqueles momentos e dentro da cabeça do pai João. E eu cantei com ele. Cantei para o ajudar a acertar os tempos das músicas. Cantámos Bob Dylan e foi bonito. Peguei nele e troxe-o ao You Tube. Vimos concertos juntos. Fomos a 1983, a Berlim, ver o Fela Kuti com os Jethro Tull, vimos o Dylan em 64, o Hendrix com os Stones, vimos o Brel e o Tom Waits. E vimos o Leo Ferré, o Victor Jara e o Lluis Llach, o Johnny Winter, o Van Morrison e mais uns tantos.









Tenho saudades do meu pai... par ce que "avec le temps, va, tout s'en va".

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

a kátia
o joão

e


Mr. Phoebus

Encontrei estas fotografias da Kátia enquanto tentava encontrar alguma das suas peças. Na falta do que procurava ficam aqui outras referências... desta feita mais sonoras ...

A ler sobre o que fazem, desde 2004, Afonso Simões e Jorge Martins aqui.
Recomenda-se a audição.


a página: Fish and Sheep

outros tempos...


Pela estrada fora vinha um homem
Encoberto pelas sombras da noite
Alguém lhe perguntou o nome


«Sou uma miragem, Dizem que semeio o caos e a destruição
Como o vento semeia as papoilas
O meu nome é... Liberdade»

Vinha pela estrada fora a Liberdade
Encoberta pela noite das sombras

«Sabes quem eu sou?» perguntou ao candeeiro
«És uma miragem E pertences ao livro dos sublinhados provocadores
Que são os poetas
Almas sonhadoras»
«Anarquista Duval:
Prendo-te em nome da lei!»

«Eu suprimo-te em nome da Liberdade!!»

Sublinhados provocadores, iam pela estrada fora
Carregando o livro das sombras
Da noite só restava o candeeiro

Encoberto



anarquista duval / mão morta_ mão morta revisitada.1995

early morning...

Hoje acordei com esta música às voltas na minha cabeça...

Time has told me you're a rare, rare find. A troubled cure for a troubled mind. And time has told me not to ask for more for someday our ocean will find its shore.

So I’ll leave the ways that are making me be what I really don't want to be. Leave the ways that are making me love what I really don't want to love.

Time has told me you came with the dawn, a soul with no footprint, a rose with no thorn. Your tears they tell me there's really no way of ending your troubles with things you can say. And time will tell you to stay by my side, to keep on trying till there's no more to hide.

So leave the ways that are making you be what you really don't want to be. Leave the ways that are making you love what you really don't want to love.

Time has told me you're a rare, rare find. A troubled cure for a


troubled mind. And time has told me not to ask for more for someday our ocean will find its shore.

(time has told me, nick drake_ fruit tree_1968)

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Uma casa vazia. Um jardim onde há muito a vida se abandonou ao tempo.
Cada partícula do ser foge-me por entre os dedos. E sinto a clareza da solidão. E a maré sobe. Espero por mim em cada esquina da casa. Espero por um sentir antigo que não me lembro. Espero por vozes de conforto, por mantas de braços que me arroupem e nunca vêm. Espero por um sentido para a coisa última que é a vida... e que este frio passe. Quero saber gritar, quero saber rir de novo. Quero trocar o cinzento pela pureza do branco. Quero de volta a minha inocência. Quero as memórias amareladas da minha infância e o eco do tempo em que os risos brotam como o Sol ao despontar do dia. Quero trocar o sépia pelo vermelho.
Mas encerro o mundo em mim. E a cada minuto a sala encolhe e me aperta o corpo. Quero descolar os lábios, quero rasgar o rosto com um sorriso. Mas a minha pele tornou-se de betão e luto contra um rosto, estático e cinzento.
Não sinto o jardim nem as flores, nem a maré que sobe perto desta casa. Nada. A não ser a certeza cortante de que me deixo, a cada minuto, abandonar à solidão.

Waitting for Tom Waits!





















Aos fans do grande Tom Waits aqui segue esta PETIÇÃO ,on-line, que reune os pedidos dos fans europeus para uma tournée do musico no velho continente!
Assinem por favor!!!